Sendo o objecto mais antigo em órbita terrestre, o Vanguard-1 cumpriu em 100% os seus objectivos científicos. Havia três satélites operacionais construídos, mas a Bell Laboratories construíram muitas mais cópias - eles forneceram os transístores e inventaram as células solares. O custo total foi de cerca de $125.000, valores de 1957, para as três unidades. Apesar de o Vanguard-1 ser visto como um veículo de teste, os seus resultados técnicos e científicos são impressionantes. Tecnicamente o seu propósito foi o de estudar e avaliar o desempenho das células solares, avaliar o desenho técnico do satélite e dos instrumentos a bordo. Todos estes objectivos foram atingidos. As células solares funcionaram tão bem que os seus transmissores permaneceram activos por 7 anos (interferindo na frequência de 108MHz), bem superior ao que era inicialmente previsto. Os resultados científicos também foram um sucesso. Ao mesmo tampo que as autoridade soviéticas, e mesmo alguns países europeus, faziam chacota do tamanho diminuto do Vanguard-1 e a sua falta de instrumentação avançada, o satélite provava ser uma ferramenta extremamente útil. O Vanguard-1 manteve uma órbita tão estável que os cartógrafos puderam redesenhar mais com mais precisão os mapas de algumas ilhas do Oceano Pacífico. Análises do movimento do Vanguard-1 estabeleceram o facto que a Terra não tem uma forma esférica, tendo uma protuberância devido a forças desconhecidas no interior do planeta. Estas medições indicaram a existência em grande escala de correntes de convexão no interior da Terra e que então apoiaram as novas teorias da deriva continental e da renovação dos leitos oceânicos. A análise da resistência atmosférica sobre o Vanfuard-1 provou que a atmosfera terrestre era muito mais extensa e variável do que então se pensava. Perturbações na trajectória orbital do Vanguard-1 conduziram a melhores estimativas da oblação terrestre.